
A notícia foi repentina, acordei e já estava no Rio.Só acreditei quando senti a maresia no meu rosto, a boca salgada, o vento quente, a textura refinada da areia de Copacabana o famoso carioquês...Sim, estava no Rio de Janeiro, não, não estava sonhando ou algo do tipo.
Acordar e poder ver o mar de minha janela, ver o sol pequenino acanhado de mostrar sua majestosidade, que ligeiro ia se revelando sua cor alaranjada, deixando as nuvens rosadas, o Sol alí, tirava a atenção de todos presentes,e então eu senti o calor que iluminava Copacabana.Banhar-me, ir de encontro com Iemanjá, tirar os males que pairava em minha alma, lavar a alma e coração, como vim ao mundo, ato de liberdade.A noite caía, para nós começava o dia, antes banho gelado, depois saíamos para Ipanema, o calor obrigava-nos à ir de encontro com o mar.Água, água de côco, caipirinha, pinga, a uma hora dessas o ar se tornava mais que quente.Risadas, conversar, gritávamos, corríamos e ríamos de estar correndo.
Na pedra contávamos estrelas, observávamos a lua iluminando o mar, mais tarde conversas aleatórias e risadas consequentes da Cannabis Sativa.
Ah, o Rio de Janeiro!Todo dia parece ser sábado e mesmo se estivéssemos cansados, aquela energia boa nos colocava de pé, o mar nos puxava de longe.Sopa quente na caneca, mesmo no calor era bom, o Rio torna as coisas boas, acho que é a brisa que nos contagia, ilumina os pensamentos, e nos intriga do que virá amanhã, só de imaginar, caía rápido no sono, exausta. Logo amanhecia e mesmo assim, tentando adivinhar, cada dia que passara foi surpreendente, surpresas que jamais esquecera.
Nos despedimos do Rio de Janeiro e ele despediu-se de nós, nos entregando um majestoso pôr-do-sol.Agradecemos a Ela por todos os dias serem maravilhosos, intrigantes e quentes como aquele pôr-de-sol reluzente como ouro.Ao ir embora, eu podia ouvir ele se queimando e desmanchando no mar, trazendo-nos paz e já um bocado de saudades.