terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sexta-feira 13.

Sentí que as coisas estão melhorando, mas não se esqueça, não depende só de mim.
Por que falastes isso?Que deixará de ser meu pai, por minha mãe te desprezar?
Ao lembrar de você falando isso, aliás, não lembro da sua voz exatamente, só lembro o som do rasgo que fizestes em meu rosto com palavras tão cortantes e insensíveis.
Enxerga-te homem!Honre, se orgulhe do Ser que carrega o seu sangue, o teu gene, se orgulhe ao menos de ser o meu Pai.

Cotidiano Matinal.


Quando acordo e sinto o ar abafado, me viro procurando o sol no chão do meu quarto.Gosto como os feiches de luz formam listras no chão, por causa da veneziana fechada.Permaneço deitada observando os feiches e esperando a preguiça ir embora, me levanto, vou até o espelho e observo as minhas olheiras e o meu cabelo, que por mais que esteja despenteado, continua liso e escorrido.Vago pela casa da maneira que acordei mesmo, de calcinha e camiseta na maioria das vezes.Vou até a porta da sala e a claridade faz com que os meus olhos fechem, por serem meio claros e sensíveis, mesmo minha cabeça latejando por causa da claridade, teimosa permaneço na porta da sala eu vou ao quintal à procura de meus gatos para acariciá-los, que em troca desses carinhos ganho mordidas e arranhões.Preparo um chá-mate e o aprecio com duas colheres de açúcar na minha caneca preferida, que era de meu pai.Deito no sofá, num silêncio absoluto observo minhas longas e finas pernas, que agora permanecem meio bronzeadas, por caminhar tanto no sol do meio-dia.
Mesmo o sol preenchendo o escuro de meu quarto e dando um pouco de vida à ele, meu quarto e a minha manhã de domingo, continuam mórbidas...manhãs de domingo são mórbidas, mas não é quando acordo sabendo que você está perto e que posso acordá-lo com a voz bem macia, ir debaixo de seu cobertor e dormir mais um pouquinho abraçada contigo, isso ilumina bem mais minhas manhãs, mais que qualquer coisa.