terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cotidiano Matinal.


Quando acordo e sinto o ar abafado, me viro procurando o sol no chão do meu quarto.Gosto como os feiches de luz formam listras no chão, por causa da veneziana fechada.Permaneço deitada observando os feiches e esperando a preguiça ir embora, me levanto, vou até o espelho e observo as minhas olheiras e o meu cabelo, que por mais que esteja despenteado, continua liso e escorrido.Vago pela casa da maneira que acordei mesmo, de calcinha e camiseta na maioria das vezes.Vou até a porta da sala e a claridade faz com que os meus olhos fechem, por serem meio claros e sensíveis, mesmo minha cabeça latejando por causa da claridade, teimosa permaneço na porta da sala eu vou ao quintal à procura de meus gatos para acariciá-los, que em troca desses carinhos ganho mordidas e arranhões.Preparo um chá-mate e o aprecio com duas colheres de açúcar na minha caneca preferida, que era de meu pai.Deito no sofá, num silêncio absoluto observo minhas longas e finas pernas, que agora permanecem meio bronzeadas, por caminhar tanto no sol do meio-dia.
Mesmo o sol preenchendo o escuro de meu quarto e dando um pouco de vida à ele, meu quarto e a minha manhã de domingo, continuam mórbidas...manhãs de domingo são mórbidas, mas não é quando acordo sabendo que você está perto e que posso acordá-lo com a voz bem macia, ir debaixo de seu cobertor e dormir mais um pouquinho abraçada contigo, isso ilumina bem mais minhas manhãs, mais que qualquer coisa.

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